terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Não dela.



(e vento...

Os cachos que caem por sobre as conchas do cais
são sonhos
são arte
são parte
de mim

Os sonhos que surgem das àguas claras da alma
são sóis clareando infindas
partes
de mim

A arte que é sonho
alma
sol
e
infinito
nas conchas dos cachos infindos
revelou-se
e

                                                                           PAUSA

A poesia foi guardada nas mãos de veludo
(Segredo)
Mãos fizeram conchas para ocultar
a poesia
da outra que se aproxima:
sem cachos, sem arte e sem Sol

Amores corcundos
e
Conversas flácidas
sobem
                        degraus
                                       tentando
                                                   alcançá-lo


Ele, que no meu cais repousa
Ele, que só meu cais revela
 Ele, que é parte de mim
[E não dela.

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