Palavras
enrugadas
Es
correm
no amarelo
do papel
esquecido
numa gaveta
qualquer.
Palavras de
um outono tão
distante
ainda ecoam
na mente cansada
de tanto
(ator)
mentar
-se.
O tempo
passou
e
as palavras
envelheceram dentro do envelope lacrado com a saliva daquele que a
amou.
“Te amo com
todo o sangue que pulsa dentro de mim. Te amo com todo o vermelho que sangra
dentro e fora de mim.”
Palavras desbotadas e desafinadas e derramadas no corpo do papel
escorrem dos
olhos da menina que as reencontrou.
Mãos
enrugadas escondem o rosto cansado
de tanto
sorrir,
enquanto as palavras, o sangue e a saudade escorriam do lado de dentro.
Chegou o
outono. O espelho reflete o rosto enrugado. Ainda é amor.


2 comentários:
Adorei Carol, e que saudade dos seus textos!!
Ana!!!!! Quase um semestre sem publicar por aqui =( Andei numa fase bem "desinspiradora" =/ Mas eu voltei hehe e quero passar no seu cantinho tbm! Saudade, e obrigada sempre pela luz!
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