domingo, 13 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Angústia
Repare em você na foto. Sim, você. E aqueles olhos, cadê? Penso em seus olhos e misturo acontecimentos, lembranças, sentimentos, vontades. Tudo se confunde, tudo me confunde. Já não grito: silencio. Fecho meus olhos. Fecho os seus olhos. NÃO! Não durma, por favor. Eu te amo. Muito. Mas é que tudo está tão dentro e tão fora de mim. Reviro na cama, reviro em mim mesma, reviro-te para procurar esses olhos que amei. Onde estão, afinal? Meu lençol está molhado, serão lágrimas ou suor? NÃO! Não mais. Eu até queria acreditar nesse sorriso que amei, nessas mãos que beijei, nesses sonhos que nutri, nesse olhar que tento reconhecer. Repare bem dentro do seu coração. Sim, aquele no qual eu morava. E aquele amor, cadê?
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Fly away from here
Não, isso não é uma lágrima. Não é água, sal e só. O que minha alma derrama não se nomeia. Nem tem por quê. O que minha alma derrama sequer existe fora de nós. Essa substância tão minha concentra o peso dos oceanos todos. Você não entenderia. Não, não é de sal. Nem é doce. Não tem gosto. Não tem cor. Na verdade, essa substância é imaginária. Não, não existe. Nem dentro de nós. Não existe dentro de nós, e porque eu não existo. Não mais existo para você. Talvez em você, mas não para você. Sendo assim, esqueça tudo o que escrevi antes. Só quero desfazer sua impressão de que isso é uma lágrima. Eu juro que não é. E se for mesmo, não é minha. Estou dizendo, minha não é. E se for minha, você confundiu meu rosto. Essa não sou eu. Eu não estou aqui. E se estivesse, eu não teria rosto. Não para você. Eu sou a substância imaginária que você criou. Mas como, se eu te criei primeiro? Você sabe que não existe. Talvez para mim, mas não em mim. Acho que cometemos um grande erro. Você pensou que eu não existia e que minha luz era imaginária, quando na verdade eu acreditava na sua verdade, na sua luz. Eu te iluminava. Sim, eu existo. Minha luz é real. Eu só estava tentando disfarçar a lágrima. E porque nela, tem a dor da sua inexistência. Você era o ser imaginário. Você desapareceu e deu lugar a um ser tão real quanto sem luz. Mas esqueça isso. Esqueça até esse texto. Na verdade, não fui eu quem o escrevi. Acho que você está imaginando coisas. Como escreveria, se eu não te conheço? Preciso ir. Não, não posso levar-te. Talvez como uma brisa suave, que acaricia-me o rosto e me lembra, vez ou outra, do amor que inventei.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Anjo de Luz ou A luz de todos os Anjos?
E quando eu estava distante de tudo, distante até de mim mesma, ele me encontrou. Eu dormia no escuro, de janelas trancadas, e o Sol já não me tocava. Ele abriu a janela. Ele se mostrou Sol, mas eu ainda dormia. Ele beijou meus olhos para que se abrissem novamente. Eu despertei. Ele beijou meus lábios para que se abrissem novamente. Eu respirei. Ele cicatrizou o que doía. Ele enxugou o que minha alma chorava. Ele enxugou o que meu peito sangrava. Ele me abraçou e aqueceu o coração que tentaram destruir. Ele tinha tanta luz que ofuscou as negatividades que entristeciam meu caminho. Ele era luz. Ele me ajudou a reencontrar o sorriso que dos meus lábios roubaram. Ele segurou minhas mãos e me puxou de volta à superfície. Ele me fortaleceu. A gente conversa com os olhos, a gente enxerga com o coração, a gente ama com a alma. A gente vive em paz. É um presente ao mundo a existência de pessoas lindas de verdade, cujo valor é infinito, pessoas maravilhosas e que eu tenho o merecimento e a alegria de encontrar pelo caminho. Deus SEMPRE me mostra o caminho. Deus me manda seus anjos!
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