De tanto molhar e secar, meus olhos cansaram. Não, nunca mais chorei por nós. Não te quero bem, não te quero mal. Não te quero. E, caso me encontre, na rua, na lua ou no bar, não procure meus olhos, não se procure em mim. Não procure cicatrizes. Não ofusque minha luz. Apenas passe. Mas não passe como brisa, que me acaricia, nem passe ventania, que me leva. Passe, mas não tropece em mim. Deixe minhas mãos. Já sei por onde (não) devo ir. Não diga que me ama. Amar é grande demais para caber em você. O amor está infinitamente acima do que você pressupõe sentir. Não, não guarde minhas fotos. O sorriso emoldurado não tem mais razão de ser. Não ao seu lado. Não guarde minhas cartas. São palavras ao vento, destinadas a um ser que acreditei existir. Não guarde meu beijo, meu cheiro, meu toque. Não me busque, pois não estarei lá. A água que escorreu da veia que você vazou lavou o que sobrou de nós. De tanto te ver chegar e partir, cansei. A m(água) me levou.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Assinar:
Comentários (Atom)
