quarta-feira, 28 de julho de 2010

Carta ao meu amor.

Não sei. Não sei se quero. Não sei se espero ou me desespero. Não sei se corro de você ou pra você. Não sei se te chamo ou se te evito. Não sei. Não sei se o amor será suficiente para seguirmos em frente. E porque não importa se o teu abraço me conforta, se você não for mais o meu lugar. Se essa mesma voz que diz que me ama, diz "não" a uma atitude sensata. Não importa se teus olhos me trazem paz, se há uma atitude/postura sua que me traz angústia. Não importa.

O que eu sei é que você está me perdendo. A cada vez que não quer me entender, a cada vez que me faz sofrer. Não sei se você ainda se preocupa com o que eu sinto, com o que preciso, se sabe me cuidar, me amar, me fazer feliz. Eu ainda te amo, disso eu sei. Do mais, estou tão confusa. Esperemos que o tempo traga a resposta. Sim, o que é pra ser nosso está guardado.

Por isso eu escrevo. Pra dizer que, se um dia você acordar e não me encontrar, é porque eu terei partido - estarei longe e inacessível - levando um amor incondicional, mas que você não soube reconhecer - em termos de abrir mão de algo por mim. De qualquer forma, esse amor é seu - guarde-o, ainda que não cultive-o. Lembre-se sempre de que um dia eu te amei mais que tudo.




Do mais, eu não sei. Não sei se sento e te espero. Talvez eu tenha mesmo que ir. E neste dia, será tarde demais para você reanalisar suas escolhas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Sem vida, sem cor, sem você.

Não, hoje a vida não tem cor. Tudo é pálido, frio e vazio. Não vejo o seu rosto, está tudo muito escuro. Não vejo o meu rosto. Meu espelho, cadê? Sim, sei que essa nuvem cinza é passageira, e porque o Sol sempre volta a brilhar dentro e fora de mim. Sim, eu sei de tudo isso, só não sei mais de você. Quem é você? Preciso tanto te reencontrar. Preciso tanto me reencontrar. Preciso tanto de você. Amor, eis a luz da vida. Por isso hoje está escuro. O amor, cadê? Preciso tanto reencontrá-lo.Vou vestir minhas próprias cores, vou me amar mesmo sem você, vou viver mesmo sem você. Vou me completar, vou comprar outro espelho. Vou seguir a luz, reencontrar meu Sol, fazer dessa nuvem cinza um falso algodão doce. E enterrá-lo, definitivamente. Quero uma vida verdadeiramente doce. Quero o maior amor do mundo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Desfilando a vida, as cores e você.


Porque todas essas cores não me confundem. Todas essas cores imersas no colorido infinito da alma me encontram, e eu encontro, as cores, você, me acertam, me pintam. As cores, você. O seu amor. Todas essas cores dançam no colorido infinito da alma. As cores não têm forma, nem tamanho, são imensuráveis, são como o amor, cores frias, cores quentes, amor quente, não-frio. As cores estão e precisam estar intrínsecas: O laranja só é laranja porque o vernelho e o amarelo se encontraram e se amaram e se fundiram nesse infinito. Assim como a alma, minha alma, que encontrou a sua e ganhou novas cores - num colorido que não sei descrever. Minha alma, ao encontrar a tua, se permitiu e ME permitiu amar - numa profundidade que não sei descrever. Almas luminosas que se encontraram e se amaram e se fundiram, numa explosão de cores que tornou e torna a vida mais bela. Numa explosão de amor. Suas cores vivem em mim. Suas cores belas me encontraram. Suas cores belas, eu as encontrei. E a vida, o mundo, a alma, tudo se fez mais belo. Amo viver suas cores. Amo viver você.